6 de maio de 2013

Um Café Quente, Por Favor!

Lá vem aquele sorriso torto com cara de sono dizendo bom dia. Um pouco de dor de cabeça também, as taças de vinho e a musica alta não fizeram tão bem. Hoje quer sair, ver pessoas, misturar-se com o caos. Seus olhos percorrem toda a multidão como se fossem estranhos a ela, como se procurassem alguém. Toda essa pressa deve ser isso, está a própria procura. Louca de vontade de saber quem é, e deixar de lado palavras fúteis e desnecessárias. O batom vermelho não muda, ele demonstra toda a sua superioridade. Seu café favorito reserva sua mesa mais discreta para ela, que quase nem é notada. Os que a percebem, olham indignados com tamanha beleza dissipando-se em pensamentos. Por eles, estaria em uma bar qualquer, enchendo a cara com uns amigos estranhos que pensam que o amanhã não existe. Pensa diferente, sabe que o amanhã vai trazer tudo o que o ontem prometeu e o hoje esqueceu. E esse mesmo amanhã irá ajuda-la a descobrir quem ao certo a tem, e que talvez ela não tenha ninguém. Mas enquanto isso, um café quente vai bem. 
            

9 de abril de 2013

Ah, Menina!

Você sempre será meu assunto favorito, principalmente assim, gritando sua felicidade para o mundo inteiro ouvir. Esconder isso por quê? Ah, menina, esses olhos me hipnotizam, contam tanto, e mesmo assim tudo o que eu queria saber continua escondido. É menina, observo cada movimento seu milimetricamente, você tem todo o meu eu, tudo o que é meu. Ri alto, joga a cabeça para trás, e se faz criança. Triste é quem pensa que es ingenua, pois es mulher, confiante e destemida. Provoca a todos com esse ar de liberdade e independência. Como eu queria ser seu espelho, menina, conhecer todos os seus trejeitos, seus detalhes, até mesmo aqueles que me fariam odiá-la, se é que isso é possível. Você dobra a esquina e o mundo todo para pra te ver. Uma taça de vinho, e sua musica favorita no ultimo volume são sua melhor companhia enquanto pula pela sala com um coque mau feito e uma camisa velha. É como se o amanhã pudesse não existir. Vai entender, menina, você tem todo esse jeito complexo de ser para mostrar o quanto é simples ser você.

3 de abril de 2013

Blá, Blá, Blá!

Atriz por natureza, faz a boa menina que adora tudo o que esta acontecendo, mas só fala besteira. Não quis mudar, como as pessoas legais, preferiu fazer a repetitivamente chata. Ninguém mais aguenta ouvir essa ladainha de faculdade, politica, ídolos, e fã-clubes excluídos, na verdade nunca te ouviram. Tenho dó de você, mas sou sincera. Para com essa ideia louca de que um dia alguém vai te entender, não entendem nem seus olhares, imagina as suas palavras embaralhadas e desesperadas. As pessoas não querem isso, você está sozinha, não adianta brigar, você não pode fazer nada quanto a isso, só para com esse blá, blá, blá!


25 de março de 2013

Mais Dela!

E mais uma vez é dela que eu falo. Propagadora da ideologia do ''Joga para o universo que ele devolve. Descomplique-se!", tentando entender alguns pensamentos, e mudando outros mais radicalistas. Só ela sabe exatamente o que se passa naquela cabecinha maluca, mas posso afirmar que é tudo muito estranho. Tinha um mar de certezas, e de todas, a minha favorita é a de que ela sempre terá, viverá, e será dela. E como se suas coisas já não fossem o suficiente, é chegada a hora sair da monótona ''zona de conforto'' em que vive. Evidenciando seus defeitos como uma armadura, esconde todas as suas qualidades: inteligência, sinceridade, bom humor, desapego. Viajando por ai, sem hora pra voltar, e sem destino certo. Com muita coisa na cabeça, e algumas ideias para mudar o mundo, ou domina-lo. Pode ser que esses detalhes continuem os mesmos, mas ela não, ela cresceu. Aprendeu a debater de igual para igual com qualquer um, sobre qualquer assunto, defende-se sozinha. É sua melhor conselheira, sem glitter, sem rosa e nada de mimos. Subindo degrau por degrau, superando as expectativas dos 'mal-criados', e sendo uma pouco mais ela.

3 de março de 2013

É Só Gente, Zé, Entende?

Gente, assim como a gente. Dessas, com o olhar mais conformista. Talvez não seja das melhores do mundo, não propague todo o amor que pregue e não pense todas as coisas que fale, mas não dá para jugar, é só gente. E a gente não entende, não é?! Procuramos por mais gente, entendemos o mundo e o explicamos da forma mais complexa possível, assim dizemos que todos estão errados, mais uma vez. Sim, somos os donos da verdade, e da felicidade, donos do nosso próprio ser, donos da gente. Fazendo referência a tudo. Deixando de estar, entende? É isso, é gente. Gente que chora, ri, brinca e briga e mesmo assim não entende. E em alguns momentos acha que é um nada, sente-se pouco humano e cada vez menos gente. Isso o torna mais gente, mais seja lá quem você for, seja lá quem eu for. Independente de qualquer outra coisa, sendo apenas o ser, eternamente. Sendo a vida toda em milésimos de segundo. Sendo gente. É, a vida é um aglomerado de gente que entende o que não entende. Olha lá, Zé, é só isso, um pouco mais de gente.

1 de fevereiro de 2013

Seja Bem Vindo, Fevereiro!

Fevereiro chegou. Vem carnaval, pode fazer a festa, pular, brincar, nos divertir muito. Aqui começa o ano de 2013, de verdade. É o ultimo ano de escola, de preparação para o inalcançável. É hora de se despedir dos amigos e começar novas conquistas, ou se preparar pra isso. Alguns estarão contigo pra sempre, mas alguns ficam por aqui. Faltam 332 dias para uma nova vida, e dessa vez sozinhos. Essa vida traz desvantagens: nada de almoço pronto ao chegar em casa, nada do papai pra te levar onde quer que queira ir, e a partir de agora você é quem lava as louças. É hora de aprender a fazer o café, e arrumar sua cama. De agora em diante, cada passo é o inalcançável. Estamos crescendo, e é isso que importa, então... Vamos a luta! Invoco a fé, a calma, e a coragem. Vamos começar o mês, vamos começar a VIDA! 

20 de janeiro de 2013

Fica só pra esperar o Sol...

Praia e Sol. A beleza de sentir a agitação da cidade grande e a calmaria do litoral. Tem sempre festa, diversão e boas companhias. Tudo melhora com a família, os amigos e gente bonita. Bate uma vontade de cantar aquele velho reggae para um lindo céu azul, ouvir musica boa, pular sete ondinhas e, mesmo que 20 dias depois do previsto, mandar embora tudo aquilo que não presta. Que fiquem os bons. Dormimos pouco e rimos muito. Dançamos ao som das ondas, sentimos o vento e, mais que isso, os bons ventos. Queria poder voltar, mas preciso ir em frente. Correr descalça na areia espantando a dor e enchendo meu coração de paz, de lembranças de uma infância recente. Passarei pelas crises deste quarto de idade e os planos para um futuro próximo virão. Que venha mais vida. Vou mandar flores brancas para Iemanjá, e sorrir mais. Mais sonhos, novas pessoas e novos lugares, mudanças. As mesmas coisas também, só que com mais intensidade. Mais amor, por favor. Quanto mais melhor. Força para encarar novas batalhas e felicidade, também. É verão, ele traz tudo e mais um pouco. É isso. De mais é só esperar o Sol, ele merece aplausos. 

8 de dezembro de 2012

Caçadora de Vaga-lumes

Uma estudante do ensino médio tentando ser alguém na vida. 
Tinha 16 e achava que sabia tudo. Era dona de seu quarto e ainda era sustentada pelos pais. 
Adoro vê-la sentada na frente de seu computador, ouvindo Natiruts e escrevendo textos nem tão interessantes assim. 
Incomodava à alguns, agradava à outros.
Não era uma princesinha. Pensava que pensava diferente, e até tinha conversas sérias com outros adolescentes. 
Adorava ficar sozinha. Rebelde, desobedecia regras pelo simples prazer de desobedecer. Costumava dizer: ''Nem tudo que é certo, é certo mesmo'', mas suas verdades eram incontestáveis.
Nomes e endereços adoravam fugir de sua memória e não era capaz de decorar um único telefone - nem mesmo o próprio.
Digamos que ela era estranha. Não era simpática a ponto de começar uma conversa enquanto esperava o ônibus, mas as pessoas teimavam em puxar assunto, e as filas pareciam se formar propositalmente para irrita-la.
Com a cabeça sempre cheia de ideias, não coisas fúteis e sim produtivas, amava ficar parada no trânsito reparando no quão diferente as pessoas são, e vazias também, estão com alguém o tempo todo e mesmo assim continuam sozinhas.
Adora o risco, o perigo, a vontade de gritar, faz sentir-se viva.
Certas vezes parecia uma mulher, independente e determinada, e falava sobre qualquer coisa com qualquer pessoa, mas é só receber um elogio que ela já fica vermelha. 
Não tinha um pedestal, e não incomodava-se com isso, ou nem sempre. 
Não queria se apaixonar ou prender-se a alguém, e sua opinião em relação ao amor é formada.
Ela é ela. Única e inquestionável. Uma caçadora de vaga-lumes passando por uma crise de um quarto de idade enquanto abraça o mundo. Estranho, né? Na verdade não, ela está naquela fase de mudanças, e são muitas, amigos, família, estudos, novas escolhas e sempre alguém pra dizer que ela esta errada. É normal. As coisas acontecem rápido e abraçar o mundo é bem difícil, mas te garanto que ela consegue.